Presentando libros.
ESTE BLOG,TIENE COMO OBJETIVO COMPARTIR Mi pasión por la música y mi dedicación a la investigación en ese campo. Trabajé en medios de comunicación virtuales divulgando música brasileira y afro-fonias. Este blog es para ello, para compartir ese amor por la cultura musical especialmente y las voces de sus instrumentos y protagonistas. Ahora estamos activos comunicando en mi canal de Youtube: Agorasoumusica Y realizo algunas live en mi Facebook: Crim Báez e Instagram: @crimbaezprojet
martes, 23 de enero de 2018
¡Feliz año 2018!
Tanto tiempo.
Bueno es que estamos en el facebook. (Crim Báez)
Te comparto los vídeos que vengo realizando sobre música.
Comentando libros,discos.
En Youtube como :Agorasoumusica
¡Buena vida!
Bueno es que estamos en el facebook. (Crim Báez)
Te comparto los vídeos que vengo realizando sobre música.
En Youtube como :Agorasoumusica
¡Buena vida!
miércoles, 5 de julio de 2017
Entrevista a Luiz Américo Lisboa Júnior- Bahia- Pesquisador-Musicólogo.
Conocí a Luiz Américo Lisboa Júnior a través de un contacto,luego llegaron sus libros y el lenguaje a pesar de la distancia se fundieron en uno solo, quizás no hubo presencias físicas cercanas para entablar una charla de amigos,pero si un lenguaje que nos une,la pasión por la música ,la investigación cuya palabra pesquisa que también es aceptada en el idioma español pero menos usada que en Brasil, enmarca la base de todo este encuentro.
Un respeto sincero,que digo sincero,enorme me brota de solo nombrarlo,contemplar dos de sus libros firmados por él para mi,una mujer que apenas conoce pero que estamos en sintonía con esta pasión de conocer,aprender,recopilar sobre música.
Yo recomiendo todas sus obras.Recomiendo a mis paisanos que "si quieren saber más de la música primorosa de Bahía y sus orígenes hay que recurrir a este trabajador,maestro y hacedor de buenas fuentes de consulta.
Aquí comenzamos la nota.
Desde ya muchas gracias estimado Luiz Américo Lisboa Júnior.
-Gostaria que contasse aqui onde você nasceu e
qual foi seu primeiro contato com a música brasileira?
R: Nasci em
Salvador, na Bahia, em 11 de setembro de 1960. Meus primeiros contatos com a
MPB foi através de minha mãe que gostava muito de Maysa, Agostinho dos Santos e
Elizete Cardoso.
-Quando começou esse interesse pela pesquisa,
nasceu com o colecionador ou nasceram juntas?
R: Sou
Historiador por formação, e quando comecei a me interessar mais profundamente
por MPB, em 1975 - antes de me formar, portanto - a vocação logo se fez
presente e quis saber o que estava por traz daquelas musicas, seus compositores
e seus intérpretes, ou seja as suas histórias.
-Seu primeiro livro foi em 1983: “RESUMO DA
HISTÓRIA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA DE 1870 AOS NOSSOS DIAS” como preparou
esse tremendo documento, quanto tempo levou?
R: Propus um
curso de história da MPB a Escola de Musica da Universidade Católica de
Salvador e preparei um texto para servir de orientação e roteiro do curso. Isso
foi em outubro de 1983 e este foi o primeiro curso de história da MPB realizado
numa instituição de ensino superior na Bahia. Após o curso a diretora da Escola
de Musica, Maria Dulce Calmon, irmão do historiador Pedro Calmon, pediu que eu
editasse e fez o prefácio.
-Como se faz um livro baseado em pesquisas?
Conte pra a gente o que é uma semana na vida de um pesquisador? Que elementos
não podem faltar?
R: Primeiro
é necessário ser absolutamente fiel aos fatos históricos, buscando documentos que comprovem os
acontecimentos ou temas narrados.
Partituras, livros de modinhas antigos, entrevistas e sua
contextualização dos fatos dentro do período histórico da pesquisa, gravações,
etc.. A semana de um pesquisador é como outra qualquer, a depender da pesquisa
que se vai realizar, o trabalho é incessante e necessária muita disciplina.
-Um dia li numa entrevista de José Ramos
Tinhorão onde ele falava que ele utilizava o materialismo histórico pra suas
pesquisas. Tinhorão é um pesquisador rejeitado por muitos, o que você acha
disto, é pouco valorada a vida do pesquisador no Brasil porque não agrada a
todo mundo?
R: O
Tinhorão é criticado por alguns, porque não gosta e tem certa má vontade com os
movimentos musicais surgidos após a Bossa Nova, ele é um tradicionalista
convicto, isso não é necessariamente um defeito. Ele tem também um viés
Marxista, que incomoda alguns por sua parcialidade ideológica. Mas, apesar de tudo é genial e sua obra é de
importância fundamental para o estudo da MPB em seus múltiplos aspectos. A vida
de pesquisador já está bem melhor do que já foi.
-Tem uma frase que diz que o verdadeiro artista
é quem pinta a sua aldeia, você como pesquisador já nos entrega à Bahia musical
em cada um de seus livros e de todos esses baianos nobres, se tivesse que fazer
uma biografia extensiva qual escolheria?
R: Faria do
Xisto Bahia, o maior artista brasileiro da segunda metade do século XIX.
Compositor, ator, intérprete, diretor de teatro e autor de peças teatrais, um
artista completo. Parte de sua biografia já foi escrita por mim em meu livro,
Compositores e intérpretes baianos-de Xisto Bahia a Dorival Caymmi.
-Você teve muitas matérias (artículos) sobre
música, suas pesquisas, hoje em dia os jornais lhe dão importância a esse tipo
de pesquisa-artigos feito por conhecedores ou é como aqui no meu país que temos
muitos escritores “críticos” de música improvisados sem saber muita coisa da
historia da música, apenas comentam o disco. O que você acha disso?
R: Hoje em
dia aqui no Brasil a crítica é feita em cima do disco e do artista do momento.
O conhecimento histórico por parte da crítica é quase nulo, e não se dá
importância a isso. Como a MPB atual é muito ruim, as críticas são ruins,
nivelam-se na maioria por baixo, para atender um público cada vez mais
desinformado.
-Qual são seus cantores favoritos de todos os
tempos e as músicas mais emblemáticas?
R: Esta é uma
pergunta extremamente difícil de responder diante do maravilhoso repertório que
a MPB produziu no século XX. Prefiro falar por períodos. Na época de ouro de
1930 a 1945, os cantores preferidos são Orlando Silva, Francisco Alves, Carlos
Galhardo e Vicente Celestino. A cantora, Dalva de Oliveira. Na era do rádio de
1945 ate 1958, o cantor é Agostinho dos Santos e a cantora é Elizete Cardoso.
Da Bossa Nova em diante a cantora é Elis Regina e o cantor Milton Nascimento.
Na minha opinião as canções mais importantes da MPB são, não necessariamente
nesta ordem: Luar do sertão, de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco;
Aquarela do Brasil, de Ary Barroso; Asa branca, de Luiz Gonzaga e Humberto
Teixeira; Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro; Chão de estrelas, de Orestes
Barbosa e Silvio Caldas; Se todos fossem iguais a você, de Tom Jobim e Vinicius
de Moraes e Travessia, de Milton Nascimento e Fernando Brant.
R: Quando
comecei o mercado editorial para a pesquisa de MPB era muito difícil, a partir
da década de 1990, o tema passou a ser muito explorado, hoje em dia, não há
tantas restrições e o mercado absorve bem os livros sobre MPB.
-Qual foi a entrevista mais marcante que você
realizou em sua vida?
R: Eu
destaco as entrevistas aos sambistas baianos, Batatinha, Ederaldo Gentil,
Walmir Lima e Edil Pacheco, pois sempre foram meus amigos e através deles pude
resgatar e conhecer mais profundamente as raízes do samba baiano.
-Artistas que morreram tão jovens e deixaram
uma obra enorme como Noel Rosa, qual é sua visão deste artista? Porque Noel
sempre está presente nos discos dos músicos modernos, qual é a magia?
R: Noel foi
genial pela precocidade, foi o primeiro compositor a urbanizar definitivamente
a letra do samba. Sua obra é muito boa. A magia fica por conta dos críticos e
músicos cariocas que o exaltam, só isso. Mas Noel não é melhor nem pior que
Chico Buarque, Ary Barroso, Tom Jobim, Dorival Caymmi etc..
-Dorival Caymmi passou grande parte de sua vida
fora da Bahia e mesmo assim tudo o mundo conhece como o cantor da Bahia. Pra
mim ele é o Netuno da Bahia o rei do mar que traduz na música o sentimento
baiano. E para você que viveu de perto esse talento como definiria a Dorival
Caymmi?
R: Caymmi viveu fora da Bahia, como
Luiz Gonzaga viveu fora de Pernambuco, porque quando eles começaram a capital
política e cultural do país era o Rio de Janeiro, não tinham outra opção. Mas o
sentimento de suas raízes e tradições é permanente em suas almas, o espaço
geográfico, neste caso, não é importante. Ambos visitavam muito seus estados
Caymmi juntamente com Jorge Amado e Carybé
(pintor argentino radicado na Bahia) formaram o sentido do ser baiano em seu
contexto mais amplo, definiram nossa identidade. As gerações que os sucederam,
consolidaram a questão da baianidade, que eles já tinham criado no imaginário
brasileiro.
-Você já compôs algumas músicas? Se for assim
já foram gravadas?
R: Não sou
compositor, mas tenho uma musica feita com Ederaldo Gentil, chamada Canto a
Kunta Kintê, gravada por um artista do sul da Bahia, chamado Marcelo Ganem. A
letra trata do encontro no céu de Kunta Kintê e Zumbi dos Palmares, clamando por
liberdade, igualdade e paz na Terra.
-Dentro de seus discos de coleção qual foi o
mais difícil de encontrar?
R: Não
existe um disco mais difícil, porque sempre vão existir lacunas na discografia.
Os mais difíceis são sempre aqueles que ainda não encontrei.
- Na historia da divulgação sonora e histórica
e regional da música brasileira houve um selo discográfico levado pelo seu
mentor: Marcus Pereira quem deixo a vida por essa paixão. Seu legado é enorme:
o que você pode me comentar na sua apreciação sobre esse acervo?
R: Marcus
Pereira foi um visionário, fez um dos grandes acervos da MPB do seu tempo. Os
discos que produziu são fundamentais para a compreensão da MPB em seus diversos
aspectos. O mapeamento musical que fez por regiões do Brasil, não foi igualado
até hoje.
-Atualmente eu tenho ouvido muita critica sobre funk, sertanejo universitário, etc. Eu
queria saber se você concorda com muitos que falam que a música brasileira está
indo pra baixo ou diretamente a verdadeira música brasileira não encontra mais
espaços nobres na mídia e prevalece o outro só porque dá grana às companhias
musicais?
R: A MPB
hoje em dia está muito ruim, a sua decadência é quase total. A mídia só divulga
o que há de pior. O Brasil conseguiu praticamente destruir a nossa canção
popular, o que resta dela é feita por heróis que lutam bastante para dar uma
sobrevida a nossa canção.
-Do novo que vem tocando na Bahia ou de todo
Brasil se você tivesse que me recomendar quem seria?
R: Na Bahia,
o artista sul baiano Marcelo Ganem, o sambista Roque Ferreira, a cantora
Juliana Ribeiro. No Brasil ouça o Grupo VIola Urbana de Minas Gerais.
-Eu
gostaria que contasse qual é o seu próximo projeto?
R: Estou
escrevendo a biografia de Vicente Celestino.
- Luiz Américo o Brasil está passando uns
momentos difícil como vários países da América Latina, como você vê o Brasil de
hoje?
R: O Brasil hoje está passando a limpo sua historia de
impunidade, onde só os mais pobres eram punidos por seus atos. Estamos realizando
uma grande reforma moral, colocando na cadeia políticos e empresários
corruptos. Ainda falta muita gente pra ser presa, mas estamos no caminho certo,
apesar da resistência daqueles que querem deixar tudo como está. Com certeza,
acredito que meus netos terão um país melhor, mais saudável, menos corrupto e
violento. A luta é dura, diária, mas chegaremos lá, expulsando da vida pública
ladrões e políticos demagogos populistas.
Muito obrigada Luiz Américo Lisboa Júnior por
esse contato que permite que muita gente conheça mais a você e poder descobrir
seu campo de trabalho e seu aporte amoroso e magistral para o conhecimento e
preservação da música baiana e do Brasil.
Muito obrigada!
A sala do pesquisador:
Redacción:Cristina "Crim " Báez, Córdoba -Argentina
Facebook: Crim Báez
correodelosdioses@yahoo.com.ar
lunes, 3 de julio de 2017
LUIZ HENRIQUE -EL ARTISTA-ENTREVISTA COMPLETA
Le conocí vía facebook. Samba es la palabra llave que abre muchos corazones.Y eso fue lo que hizo que me fijara en su "cantinho" del facebook,esa red social que hace tantos encuentros en esta vida virtual pero plagada de sorpresas y seres que tienen una historia para compartir.
Luego fui a Youtube y fui escuchando sus interpretaciones.
Le pedí una entrevista y aún siendo una persona ocupada,un artista con mucha actividad me hizo un espacio para contestar mis preguntas.Y allí ves donde se diferencia el grande de los pequeños.Donde se detalla la grandeza de los humildes.
Apenas nos conocíamos.¿Cuál pudo haber sido el contacto a parte de poner "me gusta" en sus post¿? La música.Ese universo maravilloso que nos lleva a unirnos sin necesitar de idiomas,religiones,ideas políticas,solo la música.
Aquí tienen a un artista consumado.Un sambista 100%, un hombre que canta y encanta.Un sambista clásico de los buenos y con aires de renovación.
¡Gracias por las respuestas!
Recomendado a escuchar ,conocer y seguir.
Valeu Luiz Henrique!
Onde
você nasceu?
Sou
carioca mesmo, nasci num hospital do bairro da Tijuca, e meus pais, nesta
época, estavam morando em Copacabana. Depois mudei para o Bairro de Fátima,
onde passei maior parte da minha infância. Após ter passado por outras cidades,
faz doze anos que resido novamente no Rio de Janeiro, no bairro da Glória.
Quando
você começou a se interessar por música?
Desde bem
pequeno, eu já tentava compor
musiquinhas infantis. A música sempre foi uma constante em minha vida.
Quem são
suas influências?
Minhas
maiores influências foram os cantores da época áurea do rádio brasileiro, como
Nélson Gonçalves, Cauby Peixoto, Angela Maria. No samba, meus primeiros ídolos
foram Roberto Ribeiro, Benito di Paula, Clara Nunes entre tantos outros.
Você já
fez discos dedicados à obra de Noel Rosa? Sinhô e outros. Você faria um disco
de composições em especial sambas do Chico Buarque?
Se
houvesse patrocínio, faria sim, pois Chico Buarque é um dos maiores
compositores do nosso país, gosto muito de suas letras.
Conte
pra a gente um show inesquecível que
você viveu ou assistiu?
Por incrível que pareça,
aconteceu recentemente. Foi o lançamento do nosso recente CD “Menino de 47”,
Luiz Henrique e Velha Guarda Show do Império Serrano, em homenagem aos setenta
anos da gloriosa escola de samba verde e branca da Serrinha. Embora não tenha
sido realizado na quadra do Império, e sim no Museu do Samba, no bairro da
Mangueira, foi a primeira vez que tive a oportunidade de fazer uma apresentação
ao lado de uma Velha Guarda do Samba, que estava lá com todos os seus
componentes. Isto meu deixa muito contente e realizado.
Você é
um carioca e o samba carioca continua vivo e com mais força, mas as rádios
divulgam mesmo o samba?
Algumas poucas emissoras de rádios
ainda continuam divulgando o samba de qualidade; outras não podem fazer o mesmo,
tampouco incluem o gênero em sua programação.
Qual é o
melhor programa dedicado ao samba que você recomenda pra a gente e que possa se
ouvir na internet?
Acredito que não exista um
programa melhor e sim uma programação de qualidade. Na rádio Roquete Pinto FM
94.1, por exemplo, cujo site é http://www.fm94.rj.gov.br/ ,
podemos ouvir muita coisa boa. Também temos a web radio Viva o Samba: http://radiovivaosamba.com/
onde escutamos não só o samba de raiz como também o chorinho, e recomendo ainda
a Radio Bicuda FM 98.7 no endeço http://bicuda.org.br/,
sempre prestigiando a música de qualidade, inclusive o samba.
Você
como artista seu próprio gestor de seu trabalho. Custa muito manter a
divulgação de sua obra e viver da música?
Na verdade, eu tenho outra
profissão além de cantor. Gostaria de viver de música, mas infelizmente isto
não me é possível. Acaba custando muito sim, pois, como nunca tive nenhum
patrocínio, tenho sempre que arcar com os custos dos projetos, contando às vezes
com alguma ajuda dos amigos ou parceiros. Enfim não consigo viver de música,
mas vivo para a música.
Luiz,
podemos falar um pouquinho do Bob Lester? Como você o conheceu?
Conheci o Bob no velório da
cantora Emilinha Borba. Ele estava lá muito triste e carregando sua pasta com
recortes de jornais e muitas fotografias antigas. Fiquei impressionado com sua
história e sua disposição. Mais ou menos um ano depois, ele veio morar próximo
à minha rua, numa hospedaria, e aí passamos a ter maior contato. Comecei a
admirá-lo por toda sua trajetória e modo de vida, por sua coragem. Infelizmente,
apesar de ter ótima saúde e ser lúcido, faltavam-lhe recursos, então era
obrigado a trabalhar como artista de rua para poder sobreviver. Bob Lester
faleceu aos 100 anos de idade e esteve na ativa até mais ou menos uns dois anos
antes. Foi um grande artista, de talento ímpar: cantor, dançarino, ritmista,
imitador, verdadeiro showman.
Eu vi
batalhar você por ele, ajudando com medicamentos e coisas que precisava, agora
me diga os artistas daqueles anos dos anos ´30,´40 e ´50 e até já li vários dos
60 plena Bossa Nova chegam a um momento
em sua vida que não tem nem assistência sanitária , existe alguma lei pra ajudar a essas
pessoas? Ou é que o artista não pensa que um dia pode precisar e não faz nada
pra mudar isto? Existe um sindicato. Qual seria sua reflexão sobre este
assunto?
Eu realmente não sei se há alguma
lei específica. E de fato alguns artistas não pensam no futuro e acabam liquidando
seu patrimônio mesmo antes de chegarem à terceira idade. O que é do meu
conhecimento é que existe o Retiro dos Artistas, aqui no Rio de Janeiro, no
bairro de Jacarepaguá, que é uma casa de amparo aos artistas. As portas desta
instituição estão abertas aos artistas já em final de vida e carreira,
abandonados por suas famílias. Acredito também que deva haver retiros para
artistas em outras cidades brasileiras.
Qual são
pra você
as melhores vozes no samba atual?
Melhores vozes do samba, em minha
opinião, são aquelas que, independente de estarem ou não na mídia, ecoam obras
de boa qualidade.
E os
melhores compositores?
Citar um ou outro seria
injustiça. Tem muita gente boa por aí, não só no samba como também em outros
gêneros, não só no Rio e São Paulo, como também por todas as outras regiões do
país. Nossa música, por incrível que pareça, continua rica.
Brasil
está perdendo grandes valores culturais da música como Emilio Santiago, Jair
Rodrigues, e agora Belchior, Jerry Adriani y no samba Almir Guineto pessoas
ilustradas no acervo de nossa cultura bem brasileira, com essas partidas eu
vejo as pessoas falando que a boa música brasileira vai se perdendo e que não se renova mais. O que você acha
disto?
Sempre vão existir talentos,
mesmo que estejam escondidos. Atualmente a música popular brasileira não é tão
valorizada como nos 50, 60 e 70, desta forma fica mais difícil para os novos
talentos divulgarem seus trabalhos. Quando nós reservamos um pouquinho do tempo
para vasculhar a internet, encontramos artistas sensacionais sem oportunidade
de aparecer na grande mídia.
Luiz
como vê a Música Brasileira hoje?
O que posso dizer é que a Música
Brasileira hoje, aquela que faz sucesso por aí pelas rádios e TVS, bem reflete
a situação política, econônica e social em que o país se encontra.
Luiz
Henrique na Argentina eu como divulgadora radial quando tinha meu programa
radial de Música Brasileira durante 16 anos eu já divulgava sambas e poucas
pessoas conheciam a internet ainda não era invadida totalmente pelo Google me lembro das reações dos ouvintes quando
ouviam aqueles sambas de Caymmi, Ary Barroso, a voz da Carmen Miranda e a obra
de Noel, hoje temos até uma escola de samba aqui em Córdoba e em Buenos Aires também. Agora a
música Argentina é conhecida no Brasil?
Você já ouviu falar de algum cantor ou estilo de música Argentina.
Sei que os argentinos tal como
nós brasileiros, são muito ecléticos. Admiro o trabalho da saudosa Mercedes
Sousa e, quanto ao estilo musical, claro, não poderia deixar de citar o tango,
não só como música mas também com dança. Sensacional!
Pra
finalizar primeiro quero lhe agradecer sua disponibilidade, sua
generosidade e muito mais por
compartilhar no seu canto no Facebook muita cultura, ideias e material de boa qualidade.
Finalizando só essas perguntas:
Qual é
seu próximo projeto?
Tendo em vista que acabei de
lançar o novo CD com a Velha Guarda Show do Império Serrano, ainda não tenho em
mente o meu próximo projeto. Isso vai depender de vários fatores, inclusive de recursos
financeiros para custeá-lo. Mesmo fazendo projetos de divulgação cultural,
praticamente sem fins lucrativos, as editoras não costumam liberam o pagamento
dos direitos autorais. Com isso, provavelmente terei que optar por um trabalho
de músicas inéditas autorais ou talvez por mais um trabalho voltado para obras
cujos autores já estejam em domínio público aqui no Brasil.
E o que
você acha da situação atual do Brasil?
Sinceramente, eu nem sei mais o
que achar. Só sei que esta situação me causa tristeza, insegurança e um pouco
de pânico.
Muito
Obrigada.
Entrevista-redacción:Crim Báez
Fotos pertenecientes al sitio de Facebook de Luiz Henrique
jueves, 25 de mayo de 2017
"Los Iluminados de la Música" en Radio FM SUR 90.1-Córdoba ,Argentina

Una de las pocas alegrías en este turbio 2017 que se me presenta a causa de la situación socio económica del país radica en la vuelta al ruedo de uno de mis amores:la radio.
Retornando en un programa solo de buena música,la difusión de la música sin tiempo ni estilos ,claro aclaro de buena calidad.
Así que los invito todos los martes de 17 a 18 hs (horario local de Córdoba Argentina) por FM 90.1 y Online (dejo abajo el link) con "Los iluminados de la música".
Agradezco a todo el personal de esta radio que me permite volver al ruedo y compartir lo que más amo que es la música.Mi discografía,mis pesquisas y el pensamiento propio de este camino hermoso que es el de la comunicación.
Y ..¿ya vamos cuantos años? casi 24 años.Divulgando ,participando. Y 16 años con programas propios.
Gracias. Obrigada.
Los espero.Todos los martes de 17 a 18 hs. Por Radio Sur 90.1 y online (también app para que me escuches desde cualquier lugar del mundo en tu cel).
Valeu!
Beijos da Crim (directoria)
Um día como hoje todos somos MUTANTES
Só isso. OS MUTANTES faz falta pra esse Brasil que amo ,minha segunda terra .
Volta Brasil a ser aquilo que era antes.
Tá bom não era ideal..más a gente vivía,amava e era mais unida.
¡VIVAM OS MUTANTES!
Volta Brasil a ser aquilo que era antes.
Tá bom não era ideal..más a gente vivía,amava e era mais unida.
¡VIVAM OS MUTANTES!
Belchior ( 1946-2017)
Mes cruel si los ha habido han sido abril y mayo. En
realidad todo el año viene siendo fatal
a nivel de “despedidas” de grandes de la música en el resto del mundo pero en
especial nuestro amado Brasil.
Belchior un grande la música popular del Brasil. Un artista
muy “cabeça” como decimos en Brasil nos ha dejado.
Un generador de poesías, luchas internas, momentos sociales
y revolucionarios del hombre solitario y su entorno.
Belchior cuyo nombre es Antônio Carlos Belchior nacido en la
localidad de Sobral en Ceará. Nordestino de alma y expresión.
Sinceramente una puede tomar algunas canciones de Belchior y
observar que son biográficas y como se encontraba internamente el artista en
aquellos días.
Belchior era uno de los miembros de aquella hermosa lucidez
de valores nordestinos, cultura y artistas marcantes llamados “Pessoal do Ceará”.
Con esa “troupe” de amigos marcaron la diferencia y un camino para las nuevas generaciones
que vendrían en la historia de la música “joven” de aquellos días. Raimundo
Fagner (un gran amigo), Ednardo, Amelinha Y Rodger.
Belchior se dio a conocer más en su labor como artista
musical gracias a que Elis Regina grabara aquella canción emblemática que es “Como
nossos país”. Una música de suceso nacional, marcante en su generación y en los
tiempos duros que vivía el Brasil.
Belchior tiene canciones que marcaron generaciones. Que habitan
en el colectivo popular y están en la boca del pueblo.
“Um rapaz latinoamericano”, “Mucuripe “defendida y grabada por
Elis Regina y Raimundo Fagner.
Mi favorita entre varias “Divina comedia Humana”. “Paralelas”.
Y la archí-divulgada en las radios por su “melodía pegadiza” Medo de Avião”
cuyo final tiene “aquele toque beatle”.
Belchior era un artista consumado y un filósofo. Pintor, tiene
varios cuadros. Y un gran lector sobretodo de filosofía del pensamiento donde
en algunas de sus letras exponía algo de aquellas lecturas en el discurso
popular.
Una ausencia difícil de digerir. Para mí especialmente que a
marcado mi camino y mi residencia en Brasil en aquellos años hermosos. Con un
Brasil más unido y diferente a lo que es hoy en esta actualidad.
Les dejo varias canciones y algunas tapas de discos.
Recordando que su disco “Alucinação” del año 1976 es uno de los discos más
revolucionados en la historia de la MPB.
1971- Na
Hora do Almoço (Copacabana - Compacto)
1973-
Sorry, Baby (Copacabana - Compacta)
1973- A
Palo Seco (Chantecler - Compacto)
1974- Mote
e Glosa (Chantecler- LP/K7)
1976-
Alucinação (Polygram - LP/CD/K7)
1977-
Coração Selvagem (Warner - LP/CD/K7)
1978- Todos
os Sentidos (Warner - LP/CD/K7)
1979- Era
uma Vez um Homem e Seu Tempo (Warner - LP/CD/K7)
1980-
Objeto Direto (Warner - LP)
1982-
Paraíso (Warner - LP)
1984- Cenas
do Próximo Capítulo (Paraíso/Odeon - LP)
1987-
Melodrama (Polygram - LP/K7)
1988-
Elogio da Loucura (Polygram - LP/K7)
1990-
Projeto Fanzine (Polygram - LP/K7)
1990-
Trilhas Sonoras (Continental - LP)
1991-
Divina Comédia Humana (MoviePlay - CD)
1991-
Acústico (Arlequim Discos - CD)
1993-
Baihuno (MoviePlay - CD)
1996- Vício
Elegante (Paraíso/GPA/Velas - CD)
1997- Pop
Brasil (Warner Music / WEA)
1999- Autorretrato (BMG - CD)
Cristina “Crim Báez” (Córdoba, Argentina) (Redacción)
Algunas de su discografía
Con sus mayores sucesos.
Algunas tapas de sus discos.
Cristina “Crim Báez” (Córdoba, Argentina) (Redacción)
Suscribirse a:
Entradas (Atom)
Hermeto de todos os Deuses
Nos ha dejado Hermeto Pascoal. Un grande , "o bruxo dos sons" como se lo conoce. Cualquier aporte que una desee desarrollar aquí ...
-
CAETANO VELOSO 70 AÑOS Imagino que la vida me viene ganando a las trompadas y con prisa para poder ir cumpliendo con algunas cosas y...
-
LEILA PINHEIRO Hacía tiempo que quería escribir algo de la maravillosa Leila Pinheiro, cantante brasilera que descubrí gracias a mi ...
-
NANÁ VASCONCELOS EN CÒRDOBA 9 Y 10 de septiembre 2013 Mientras escribo unas líneas alusivas a la presencia de Nanà en nuestra...


















